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Roderick

Roderick de Adaluf, arte por Felipe Fialho

[...] O arqueiro possuía uma fisionomia tão suave quanto a sua própria voz, um corpo esguio, com traços finos e delicados, fazendo crer que possuía destreza e agilidade destacáveis. Seu rosto claro, de olhos fundos e sobrancelhas bem delineadas, contrastava com o tom de seus longos cabelos negros e de seu cavanhaque na mesma coloração, ambos bem cuidados. Certamente, não se tratava de um homem que pudesse passar despercebido em meio a uma multidão. As vestes eram peculiares, ampliando ainda mais o seu destaque, camisa branca aberta ao peito e uma calça de couro marrom intensamente justa. Portanto, adquiria, desde já, certa relevância dentre aqueles outros seis personagens.

— Então, venha comigo — convidou compassivamente com um breve e charmoso movimento de cabeça. — Junte-se a nós. [...]

(A Queda de Sieghard, capitulo VII)

Perfil Editar

Roderick de Adaluf, província de Everard, é um arqueiro habilidoso, de destreza incomparável, e campeão de sua terra natal. Apesar de criado longe das ruas pavimentadas de Askalor, mostra-se bastante vaidoso. Sedutor e atraente, é dono de uma fala doce e suave, tem paixão pela música, pela dança e pela poesia. Foi convocado para lutar pela Ordem, e integrou o grupo dos melhores caçadores de Everard. Juntou-se aos protagonistas após a derrota na Batalha do Velho Condado.

Relacionamento com o grupo Editar

Tem como seu amigo mais próximo o pastor Petrus de Bogdana, com quem fez uma estreita relação de proteção e amizade.

Familiares Editar

Pouco se sabe sobre sua família. Em uma passagem de A Queda de Sieghard ele menciona seu tio, Grosvenor, responsável por trazer a casa um crânio de dragão e assustá-lo na infância.

Nota dos autores Editar

Arqueiro

Arqueiro

"A construção desse personagem foi muito delicada, principalmente devido à questão da representação de seu pecado: a luxúria. Como queríamos abranger leitores de todas as idades, ficou muito difícil para nós autores tratá-lo da forma mais parecida com a realidade: um sujeito lascivo e libidinoso. Então decidimos que Roderick seria um libertino e ligeiramente metrossexual. E, quando existe a oportunidade de realizar seus desejos, nada o impede de fazê-los. A sua sexualidade é um enigma na obra e deixamos à decisão do leitor concluir se ele "é ou não é". Nós, autores, também deixamos dicas durante a leitura, como por exemplo quando falamos da cultura de sua aldeia através do próprio personagem e de Victor Dídacus. A sua atenção excessiva, logo de cara, por Petrus, pode levar o leitor a achar que Roderick tem segundas intenções com seu companheiro. Mas não poderiam ser suas atitudes motivadas pela compaixão que sente pelo seu colega pastor, indefeso e sozinho, sem capacidade nenhuma de sobreviver a uma guerra? A princípio, os leitores podem achar o personagem pouco expressivo. De fato, sua participação se torna muito maior na terça parte final de A Queda de Sieghard. Até lá, ele pouco fala. Porém, aquela sensação de que ele consegue tomar a dor do próximo é constante. Roderick quase nunca se põe em primeiro lugar, pois pensa mais nos outros que ele próprio. (mesmo que, n'algumas vezes, se dê mal por isso)."